JEQUERI, TERRA DA CACHAÇA!
A
pitoresca cidade de jequeri, situada na zona da mata norte, microregião do vale do rio piranga comemora em 2008, 150
anos de fundação do “Arraial Santana do
Jequeri” e da criação da freguesia civil e eclesiástica, Lei Provincial nº 875 de 46 de junho de 1858, com a criação da
Paróquia.
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| Quadro i-Foto Antiga Matriz-1942-Acervo José Amador Ubaldo |
Documento de
pedido de construção de cemitério em uma das fazendas, à arquidiocese pelo cap.
Joaquim Antônio Ribeiro datado do ano de 1838 (livro de tombos da paróquia)
comprovam a presença na região.
Às margens
do Rio Casca surgem as primeiras clareiras erguendo-se a capela provisória,
onde foi celebrada a primeira Missa já em 1848. A construção da matriz se deu em
1859, onde ao seu redor nasce o primeiro núcleo populacional.
Fazendeiros da região adquiriram 10 há
de terras -terras da Vargem da Constituição -termo de doação de 1849, e doaram
ao curato em nome da padroeira, onde um destes possuía um quadro
a óleo de Sant’ana
trago durante a travessia ficando
o arraial conhecido como Sant’ana do Jequeri.
A origem do nome provém de uma planta
muito comum na região, o Jequeri, espécie de
trepadeira, muito utilizada pelo indígena, onde de sua folha produzia um
excelente mingau.
Figura lendária, o Sr.”Miguel Jequeri”
desbravador e ferreiro, onde visitantes passavam em sua casa para lavar os pés, e
diziam vamos à casa do Miguel Jequeri,
visto que em sua residência
e região era muito comum a
trepadeira “o jequeri”, com o passar dos anos vamos à Casa do Jequeri.
A etnia,
fruto da miscigenação
do português, do negro, do indígena,
e dos imigrantes italianos e
turcos. A economia está voltada para agropecuária. A partir de 1924, com
a instalação da Câmara Municipal desmembrou-se de ponte nova,
denominando-se “Vila Jequery”. A partir de 1938, foi elevado à categoria de
cidade.
(Martiniano Niquini Ferreira)
Memorialista
Texto-02
Historicamente
as origens do "Arraial Santana do Jequeri", como era
conhecido, se deu em meados do séc. XIX, por volta de 1848
com o movimento de interiorização dos primeiros fazendeiros da
região de Ouro Preto após a decadência
do Ciclo do Ouro a procura de terras férteis, origem que coincide com a formação de
todos os municípios da “região das matas”.
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| Quadro -Pintura a Óleo/ Antiga Matriz- Klara |
Existe
documentação nos arquivos da Igreja Matriz, no livro de Tombos, que comprovam a
existência de fazendeiros na região desde 1838, onde se
solicita à Cúria de Mariana aprovação para construção de um cemitério na
Fazenda Providência de Santana, do fazendeiro Cap. Joaquim Antônio Ribeiro.
Nesta época pertencia o municio pertencia a Mariana,que tinha seus domínios até
a região de Manhuaçu.
A criação do distrito de Paz, se deu pela Lei n° 720 de 16/05/1855, Anexado a Mariana.
Sua fundação coincide
e é considerada a partir da criação da Freguesia
Civil e Eclesiástica com Lei
n° 875, de 06 de junho de 1858.
Por
volta de 1849 fazendeiros da região doaram a Padroeira Santana (10
há) Dez alqueires de terras para formação do 1° núcleo populacional em redor da
antiga matriz, que foi erguida em 1859, a 1ª missa foi celebrada em 31 de
agosto de 1848 em Capela provisória, construída de pau a peque e coberta com
folhas de palmeira. Após esta data o município passou a pertencer a Ponte Nova.
Figura
lendária se refere ao Sr. Miguel Jequeri, desbravador
e ferreiro, que ajudou na abertura da clareira para formação do núcleo
populacional.
A origem
do nome Jequeri, provém de uma planta “O Jequeri”, trepadeira de folha espinhenta muito comum na
região e muito utilizada pelo indígena no passado. Conta–se que as pessoas ao
chegarem das caminhadas passavam na casa do Miguel Jequeri para lavarem
os pés, e corriqueiramente diziam: “Vamos passar na casa do Miguel
Jequeri”, pois em sua residência nas proximidades do Arraial, existia
muito desta planta e assim acabou-se permanecendo o nome Jequeri, versão
que prevalecesse até hoje através de histórias orais dos mais velhos.
Com a
Proclamação da República em 1889, foram dissolvidas as Câmaras
Municipais e a partir de 1901, criando-se os Conselhos
Distritais, com o Agente Executivo Municipal.
Nesta
época aconteceu disputa judicial com tentativa frustante de reaver as
terras da Padroeira em favor do município, sendo proferido ganho de causa
à Cúria. Ação movida pelo Agente Executivo, Sr. Luiz de Assis Marcondes, -Ref.
Chafariz à Pç. Vilas Boas datado de 1895 O registro das terras só foi
realizado por volta de 1985, no Cartório de Registro de Imóveis.
Em
1923 o distrito foi elevado a categoria de Vila,
com a Lei n° 843 de 07 de setembro de 1923, ,
sendo denominado “Vila
Jequery”, instalando-se a 1ª Câmara Municipal em
24 de janeiro de 1924, desmembrando-se de Ponte Nova.
Em 1938,
com a nova divisão administrativa foi elevado a categoria
de cidade, denominado
na categoria de município, Cidade de Jequeri, pelo Decreto n° 148
de 17 de dezembro de 1938, sendo anexado ao município a região de São
Vicente do Grama que pertencia a Viçosa e a região do Bálsamo, permanecendo até
hoje.
A
florescente Jequeri, viveu momentos de grande afloramento cultural na
época dos “Anos Dourados”, período entre 1940 a 1960, onde existia
teatros, cinemas, tipographias, médicos residentes na cidade, Bandas de Música,
a era do rádio, e das festividades religiosas, as fazendas, Jequeri como
celeiro agrícola, exportando produtos agrícolas, através dos tropeiros em lombo
de burros, carros de boi, caminhões e trem de ferro, "Estação
Bandeira" em Urucânia, "Parada Pailista- Trevo Piedade Pone
Nova, em Ponte Nova, em Teixeiras, para Juiz de Fora, Rio de
Janeiro e São Paulo.
A criação
da Comarca se deu em 1951 e permaneceu a te 1971, momento
retratado no livro “Anos Dourados” de Davi Gonçalves e “ Do Zero ao Infinito”
de José de Alcântara.
De lá
para cá, muita coisa mudou. O Êxodo rural, a necessidade
de evasão para as grandes cidades, a procura de emprego, sobrevivência e
novas oportunidades, implodiu todo um sistema sociocultural existente, sobrando
somente o saudosismo e as boas lembranças do passado recente. Coincide
com esta época a abertura de um grande buraco na avenida principal da cidade-
“Buracão”, cratera enorme de 50m de diâmetro, e 10m de profundidade causada
pela ruptura da rede pluvial, que simbolizava bem este momento histórico, por
volta de 1968.
Em 1969,
foi inaugurado a CEMIG, a luz brotou no fundo do túnel.
A vinda
da TV Tupy, a Telemig, a Construção da Estação de Tratamento de Água em 1972, o
asfalto em 1985, a implantação do DDD e DDI.
Nas
ultimas décadas "as coisas" estão
mudando novamente, novo fôlego desenvolvimentista para resgatar o que ainda
sobrou.
Em 2003,
a reinstalação da Comarca.
A PARTIR
DE 2005, a globalização, a internet, o celular, influenciam na mudança de
valores e no comportamento social. Criam-se novas oportunidades de
emprego, de perspectivas, e de desenvolvimento sustentável. O Brasil encontra
seu caminho, assim também Jequeri floresce novamente.
Cabe-se
dizer que apesar da grande fuga de material humano, Jequeri é um grande agente
exportador de personalidades, existindo representantes nascidos em Jequeri em
todos os continentes e principais cidades do planeta. Grande exemplo é o nosso
ilustre escritor José Maria Mayrink-repórter e redator com publicação dos
livros, Solidão de Cidade Grande, Vida de Reporter, Anjos de Barro, assim
como outros tantos mais, desenvolvendo suas atividades no dia–a-dia de suas
atribuições ...
“Jequeri
Terra Querida-Jequerida”, deve-se orgulhar de seus filhos!
Filhos
retornem a sua terra natal, ela se orgulha de todos vocês !
Texto
-“Lembranças de Jequeri”
Martiniano Niquini
Ferreira-março 2010
memorialista


Um comentário:
TERRA QUE ME VIU NASCER E CRESCER!! POR FORÇA DO DESTINO, MORO EM OUTRA REGIÃO, MAS TENHO VISITADO FAMILIARES, DE QUANDO EM QUANDO.
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