sábado, 23 de novembro de 2013

HISTÓRIAS DE JEQUERI

HISTÓRIA  RESUMIDA

Texto-01
JEQUERI, TERRA DA CACHAÇA!

            A pitoresca cidade de jequeri, situada na zona da mata norte, microregião  do vale do rio piranga comemora em 2008, 150 anos de  fundação do “Arraial Santana do Jequeri” e  da criação  da freguesia civil e eclesiástica,  Lei Provincial nº 875  de 46 de junho de 1858, com a criação da Paróquia.

Quadro i-Foto Antiga Matriz-1942-Acervo José Amador Ubaldo
       Sua Origem está relacionada com o declínio do “ciclo do ouro”, na província das Minas Gerais,  região conhecida no passado como “região das matas”, Formou-se a partir de meados  do  século XIX, onde  fazendeiros da região de Ouro Preto e Mariana adentraram pelo interior seguindo as  trilhas dos bandeirantes, margeando os cursos dos rios a procura de terras férteis, instalando-se em grandes extensões de terras originando as primeiras fazendas da região, alguns possuidores de concessões  de Sesmarias.

       Documento de pedido de construção de cemitério em uma das fazendas, à arquidiocese pelo cap. Joaquim Antônio Ribeiro datado do ano de 1838 (livro de tombos da paróquia) comprovam a presença  na região.

       Às margens do Rio Casca surgem as primeiras clareiras erguendo-se a capela provisória, onde foi celebrada a primeira Missa  já  em 1848. A construção da matriz se deu em 1859, onde ao seu redor nasce o primeiro núcleo populacional.

Fazendeiros da região adquiriram 10 há de terras -terras da Vargem da Constituição -termo de doação de 1849, e doaram ao curato em nome da padroeira, onde um destes possuía um  quadro  a  óleo  de Sant’ana  trago durante   a travessia ficando o arraial conhecido como Sant’ana do Jequeri.

A origem do nome provém de uma planta muito comum na região, o Jequeri, espécie de  trepadeira, muito utilizada pelo indígena, onde de sua folha produzia um excelente mingau.
    
 Figura lendária, o Sr.”Miguel Jequeri” desbravador e ferreiro, onde visitantes passavam em sua  casa para lavar os  pés, e  diziam vamos à casa do Miguel Jequeri,  visto que em sua residência  e  região era muito comum a trepadeira “o jequeri”, com o passar dos anos vamos à Casa do Jequeri.
      A etnia, fruto  da  miscigenação  do  português, do negro, do indígena, e dos imigrantes  italianos  e  turcos. A economia está voltada para agropecuária. A partir de 1924, com a instalação da Câmara Municipal desmembrou-se de ponte nova, denominando-se  “Vila Jequery”.  A partir de 1938, foi elevado à categoria de cidade.                      
               
(Martiniano Niquini Ferreira)
Memorialista



Texto-02


Historicamente as origens do "Arraial Santana do Jequeri", como era conhecido, se deu em  meados do séc. XIX,  por volta de 1848 com o movimento de  interiorização dos primeiros fazendeiros  da região de Ouro Preto após  a decadência do Ciclo do Ouro a procura de terras férteis, origem que coincide com a formação de todos os municípios da “região das matas”
  Quadro -Pintura a Óleo/ Antiga Matriz- Klara


        Existe documentação nos arquivos da Igreja Matriz, no livro de Tombos, que comprovam a existência de fazendeiros na região desde 1838, onde se solicita à Cúria de Mariana aprovação para construção de um cemitério na Fazenda Providência de Santana, do fazendeiro Cap. Joaquim Antônio Ribeiro. Nesta época pertencia o municio pertencia a Mariana,que tinha seus domínios até a região de Manhuaçu.
   
   A criação do distrito de Paz, se deu pela Lei n° 720 de 16/05/1855, Anexado a Mariana. 

   Sua fundação coincide e é considerada a partir da criação da Freguesia Civil e Eclesiástica  com Lei n° 875, de  06 de junho de 1858.

 Por volta de 1849 fazendeiros da região doaram a Padroeira Santana (10 há) Dez alqueires de terras para formação do 1° núcleo populacional em redor da antiga matriz, que foi erguida  em 1859, a 1ª missa foi celebrada em 31 de agosto de 1848 em Capela provisória, construída de pau a peque e coberta com folhas de palmeira. Após esta data o município passou a pertencer a Ponte Nova.

Figura lendária se refere ao Sr. Miguel Jequeri, desbravador e ferreiro, que ajudou na abertura da clareira para formação do núcleo populacional. 

A origem do nome Jequeri, provém de uma planta “O Jequeri”, trepadeira de folha espinhenta muito comum na região e muito utilizada pelo indígena no passado. Conta–se que as pessoas ao chegarem  das caminhadas passavam na casa do Miguel Jequeri para lavarem os pés, e corriqueiramente diziam: “Vamos passar na casa do Miguel Jequeri”, pois em sua residência nas proximidades do Arraial, existia muito desta planta e assim acabou-se permanecendo o nome Jequeri, versão  que prevalecesse até hoje através de histórias orais dos mais velhos.

Com a Proclamação da República em 1889, foram  dissolvidas as Câmaras Municipais  e  a partir de 1901, criando-se os Conselhos Distritais, com o Agente Executivo Municipal.

Nesta época  aconteceu disputa judicial com tentativa frustante de reaver as terras da Padroeira em favor do município, sendo proferido  ganho de causa à Cúria. Ação movida pelo Agente Executivo, Sr. Luiz de Assis Marcondes, -Ref. Chafariz à Pç. Vilas Boas datado de 1895  O registro das terras só foi realizado por volta de 1985, no Cartório de Registro de Imóveis.

 Em 1923 o distrito foi elevado a categoria de Vila,  com a Lei  n°  843 de 07 de setembro de 1923, , sendo denominado “Vila Jequery”,  instalando-se a 1ª  Câmara Municipal em 24 de janeiro de 1924, desmembrando-se de Ponte Nova.
  
Em 1938, com a nova divisão administrativa  foi elevado a categoria de cidade, denominado  na categoria de município, Cidade de Jequeri, pelo Decreto   n° 148  de 17 de dezembro de 1938, sendo anexado ao município a região de São Vicente do Grama que pertencia a Viçosa e a região do Bálsamo, permanecendo até hoje.

A florescente Jequeri, viveu momentos de grande  afloramento cultural na época dos “Anos Dourados”, período entre 1940 a 1960, onde existia teatros, cinemas, tipographias, médicos residentes na cidade, Bandas de Música,  a era do rádio, e das festividades religiosas, as fazendas, Jequeri como  celeiro agrícola, exportando produtos agrícolas, através dos tropeiros em lombo de burros,  carros de boi, caminhões e trem de ferro, "Estação Bandeira" em Urucânia,  "Parada Pailista- Trevo Piedade Pone Nova,  em Ponte Nova, em Teixeiras,  para Juiz de Fora,  Rio de Janeiro e São Paulo.

A criação da Comarca se deu em 1951 e permaneceu a te 1971, momento retratado no livro “Anos Dourados” de Davi Gonçalves e “ Do Zero ao Infinito” de José de Alcântara.

De lá para cá, muita coisa mudou. O Êxodo rural, a necessidade de  evasão para as grandes cidades, a procura de emprego, sobrevivência e novas oportunidades, implodiu todo um sistema sociocultural existente, sobrando somente o  saudosismo e as boas lembranças do passado recente. Coincide com esta época a abertura de um grande buraco na avenida principal da cidade- “Buracão”, cratera enorme de 50m de diâmetro, e 10m de profundidade causada pela ruptura da rede pluvial, que simbolizava bem este momento histórico, por volta de 1968.

Em 1969, foi inaugurado a CEMIG, a luz brotou no fundo do túnel.
A vinda da TV Tupy, a Telemig, a Construção da Estação de Tratamento de Água em 1972, o asfalto em 1985, a implantação do  DDD e DDI.

Nas ultimas décadas "as coisas" estão mudando novamente, novo fôlego desenvolvimentista para resgatar o que ainda sobrou.

Em 2003, a reinstalação da Comarca.

A PARTIR DE 2005, a globalização, a internet, o celular, influenciam na mudança de valores e no comportamento social. Criam-se novas oportunidades de emprego, de perspectivas, e de desenvolvimento sustentável. O Brasil encontra seu caminho, assim também  Jequeri floresce novamente. 

Cabe-se dizer que apesar da grande fuga de material humano, Jequeri é um grande agente exportador de personalidades, existindo representantes nascidos em Jequeri em todos os continentes e principais cidades do planeta. Grande exemplo é o nosso ilustre escritor José Maria Mayrink-repórter e redator com publicação dos livros, Solidão de Cidade Grande, Vida de Reporter, Anjos de Barro, assim  como outros tantos mais, desenvolvendo suas atividades no dia–a-dia de suas atribuições ...

        “Jequeri Terra Querida-Jequerida”, deve-se orgulhar de seus filhos! 
               Filhos retornem a sua terra natal, ela se orgulha de todos vocês !

                       
                             Texto -“Lembranças de Jequeri”
                           Martiniano Niquini Ferreira-março 2010

                                                      memorialista