sexta-feira, 30 de janeiro de 2015


1.4-a-FESTIVIDADES RELIGIOSAS:

- FESTIVIDADES:
             -Jequeri
                           -Festa da Padroeira: ( 26/07/)
                             -Festa de São Sebastião   (24/01)
                             -Mês Maria –Maio
                              -Semana Santa 
                            -Festa do Rosário
            -Grota:
                             -Festa de São Sebastião do Grota
                             -Jubileu do Grota: ( 07 A 14 / 09)

               -São Vicente:
                             -Festa de São Vicente Férrer ....
                       
               -Pouso Alegre:

                             -Sagrado Coração de Jesus
                             -Festa Rosário

                -Piscamba:
                              -Festa São Sebastião
                              -Festa do Divino


-GRUPO POPULACIONAL CAPUXÁ – Comunidade Escura


-NÚCLEO  CERCA –LÁ / QUEBRA-COCO –  Comunidade Bonfim do Grota.
.-LINHA DO TEMPO:


-1838: Origens:Pedido Construção Cemitério Fazenda Joaquim Antônio Ribeiro-Livro Tombos
-1848:  1ª Missa: (Capela Provisória )  - Nome local: Vargem da Constituição
-1849: 1º Núcleo Populacional - Fazendeiros  Certidão de Doação  de terra
-1858: Fundação:  Freguesia Civil / Frequesia Eclesiástica – Lei  -Nome do Arraial: Sant’Ana do Jequery
-1859: Construção Antiga  Matriz
-1899: Ratificação da  Doação Terras /  Judicial
-1895 - 1923: Conselho  Distrital de Jequeri:
-1905: 1ª Crisma: (  Foto Pe. Benevenuto/ Dom Viçoso)
-1899: 1ª Banda de Música: Antônio R. Reis ( Foto  1ª Cisma)
-1923: ANOS DOURADOS – (1923-1960)
-1923:  Nome:Vila Jequery: Lei
-1924: 1ª Câmara Municipal: Telírio Pinto ( 24/ 01/ 19224)
-1926: 1ª Usina de Luz Ele[étrica- Cel. José Ubaldo
-1927: 1º Cinema de Jequeri: Onde é Hospital
-1927: 1ºCRUZEIROS( 1927)
-1928: 1ª Estrada de Automóvel
-1931: 1º Prefeito Indicado:Pe. Francisco Hermelindo R. ( 1931)- Emendário Câmara- Diploma
-1932: 1º Prefeito Termo Posse: Dr. Artur Damásio   (1932-1942) / Pres. Câmara: Cel. Ladário C. Ribeiro)
-1932: 1º Hospital
-1936: 1ª Casa de Caridade: Dr. Mário S. B.
-1938: Cidade Jequeri: Lei
-1939: EXTRAÇÃO DE MALACACHETA - Período 2 Guerra- ( 1939- 1950)
-1939: Fábrica de Álcool  _ ( 1939- 1955)
-1939: Inauguração do Grupo Ten. Mól
-1948: 1º Prefeito Eleito Voto: Dr. Manoel  Timótheo de Freitas (1948-1951)
-1948: Centenário da 1ª Missa: ( 1848-1948)- Foto em Frente Igreja
-1948: Demolição 1ª Matriz: Pe. Rafael
-1950: Comarca de Jequeri- Pref. Dr.  Manoel Timótheo - ( 1950 - 1971)
-1953: Inauguração da Nova Matriz- ( Pe. Rafael Faraci)
-1953: Inauguração do 1º Sistema de Água/Esgoto-   VISITA J.K
-1956: COMISSÃO DE JEQUERI NO PALÁCIO DO CATETE- Gov.Dr. Timótheo- Estrada  liga a Rio Casca
-1954: Inauguração do Coreto e da Praça Da Matriz- Pref. Geraldo Viçoso
-1960: ATUALIDADES: (1960- HOJE)
-1964: Álbum deFotos e Fazendas de Jequeri -Escola Ten. Mol–Celuta Siqueira/ Ilustração: Mª  Sílvia  G. M.
-1966: INAUGURAÇÃO DO GRUPO ESCOLAR Pe. BENEVENUTO – (
-1969: INAUGURAÇÃOCEMIG–1ªFESTADACIDADE/ 1º FESTIVAL DE INVERNO Pref. Fraco  A.Vilas Boas
-1970: TELEMIG
-1972: Tratamento Água – Pref. Geraldo Diório (   )
-1975: Asfalto- ( Pref.
-1976: 1ª Escola Estadual 2º Grau
-1985: DDD- Discagem Distancia
-1985: CONSTRUÇÃO SEDE PREFEITURA MUNICIPAL: Pref. Francisco G. Brumano (  )
-1988: Livro ANOS DOURADOS: Livro Davi  Gonçalves- ( Retrata História de Jequeri)
-1996: Do Zero ao Infinito: José de Alcântara
-2000: Anjos de Barro: Livro de José Maria M
-2001: Vida em versos:  Livro dGilce Pinto Folly
-2003: Reinstalação da Comarca: ( 23 /05/ 2003) - Pref.  Luiz Antônio R. Soares ( 2001-2004)
-2003: 1ªs Fábricas de Grande Porte – Adm.  (2001-2004)- SAROMAL / JOMADI
-2003: CRIAÇÃO DA SECRETARIA ASSISTÊNCIA SOCIAL:
-2002: CRIAÇÃO DO CMPC-JEQUERI:
-2003: CATALOGAÇÃO DE ACERVOS CULTURAIS:   ( CMPC): LIVROS/MONUMENTOS)
-2003: 1º TMBAMENTO: CORETO MUNICIPAL –DECRETO:
-2004: 2º TOMBAMENTO: LIVRO ÁLBUM DE FOTOS DO TEN.  MÓL

sábado, 23 de novembro de 2013

HISTÓRIAS DE JEQUERI

HISTÓRIA  RESUMIDA

Texto-01
JEQUERI, TERRA DA CACHAÇA!

            A pitoresca cidade de jequeri, situada na zona da mata norte, microregião  do vale do rio piranga comemora em 2008, 150 anos de  fundação do “Arraial Santana do Jequeri” e  da criação  da freguesia civil e eclesiástica,  Lei Provincial nº 875  de 46 de junho de 1858, com a criação da Paróquia.

Quadro i-Foto Antiga Matriz-1942-Acervo José Amador Ubaldo
       Sua Origem está relacionada com o declínio do “ciclo do ouro”, na província das Minas Gerais,  região conhecida no passado como “região das matas”, Formou-se a partir de meados  do  século XIX, onde  fazendeiros da região de Ouro Preto e Mariana adentraram pelo interior seguindo as  trilhas dos bandeirantes, margeando os cursos dos rios a procura de terras férteis, instalando-se em grandes extensões de terras originando as primeiras fazendas da região, alguns possuidores de concessões  de Sesmarias.

       Documento de pedido de construção de cemitério em uma das fazendas, à arquidiocese pelo cap. Joaquim Antônio Ribeiro datado do ano de 1838 (livro de tombos da paróquia) comprovam a presença  na região.

       Às margens do Rio Casca surgem as primeiras clareiras erguendo-se a capela provisória, onde foi celebrada a primeira Missa  já  em 1848. A construção da matriz se deu em 1859, onde ao seu redor nasce o primeiro núcleo populacional.

Fazendeiros da região adquiriram 10 há de terras -terras da Vargem da Constituição -termo de doação de 1849, e doaram ao curato em nome da padroeira, onde um destes possuía um  quadro  a  óleo  de Sant’ana  trago durante   a travessia ficando o arraial conhecido como Sant’ana do Jequeri.

A origem do nome provém de uma planta muito comum na região, o Jequeri, espécie de  trepadeira, muito utilizada pelo indígena, onde de sua folha produzia um excelente mingau.
    
 Figura lendária, o Sr.”Miguel Jequeri” desbravador e ferreiro, onde visitantes passavam em sua  casa para lavar os  pés, e  diziam vamos à casa do Miguel Jequeri,  visto que em sua residência  e  região era muito comum a trepadeira “o jequeri”, com o passar dos anos vamos à Casa do Jequeri.
      A etnia, fruto  da  miscigenação  do  português, do negro, do indígena, e dos imigrantes  italianos  e  turcos. A economia está voltada para agropecuária. A partir de 1924, com a instalação da Câmara Municipal desmembrou-se de ponte nova, denominando-se  “Vila Jequery”.  A partir de 1938, foi elevado à categoria de cidade.                      
               
(Martiniano Niquini Ferreira)
Memorialista



Texto-02


Historicamente as origens do "Arraial Santana do Jequeri", como era conhecido, se deu em  meados do séc. XIX,  por volta de 1848 com o movimento de  interiorização dos primeiros fazendeiros  da região de Ouro Preto após  a decadência do Ciclo do Ouro a procura de terras férteis, origem que coincide com a formação de todos os municípios da “região das matas”
  Quadro -Pintura a Óleo/ Antiga Matriz- Klara


        Existe documentação nos arquivos da Igreja Matriz, no livro de Tombos, que comprovam a existência de fazendeiros na região desde 1838, onde se solicita à Cúria de Mariana aprovação para construção de um cemitério na Fazenda Providência de Santana, do fazendeiro Cap. Joaquim Antônio Ribeiro. Nesta época pertencia o municio pertencia a Mariana,que tinha seus domínios até a região de Manhuaçu.
   
   A criação do distrito de Paz, se deu pela Lei n° 720 de 16/05/1855, Anexado a Mariana. 

   Sua fundação coincide e é considerada a partir da criação da Freguesia Civil e Eclesiástica  com Lei n° 875, de  06 de junho de 1858.

 Por volta de 1849 fazendeiros da região doaram a Padroeira Santana (10 há) Dez alqueires de terras para formação do 1° núcleo populacional em redor da antiga matriz, que foi erguida  em 1859, a 1ª missa foi celebrada em 31 de agosto de 1848 em Capela provisória, construída de pau a peque e coberta com folhas de palmeira. Após esta data o município passou a pertencer a Ponte Nova.

Figura lendária se refere ao Sr. Miguel Jequeri, desbravador e ferreiro, que ajudou na abertura da clareira para formação do núcleo populacional. 

A origem do nome Jequeri, provém de uma planta “O Jequeri”, trepadeira de folha espinhenta muito comum na região e muito utilizada pelo indígena no passado. Conta–se que as pessoas ao chegarem  das caminhadas passavam na casa do Miguel Jequeri para lavarem os pés, e corriqueiramente diziam: “Vamos passar na casa do Miguel Jequeri”, pois em sua residência nas proximidades do Arraial, existia muito desta planta e assim acabou-se permanecendo o nome Jequeri, versão  que prevalecesse até hoje através de histórias orais dos mais velhos.

Com a Proclamação da República em 1889, foram  dissolvidas as Câmaras Municipais  e  a partir de 1901, criando-se os Conselhos Distritais, com o Agente Executivo Municipal.

Nesta época  aconteceu disputa judicial com tentativa frustante de reaver as terras da Padroeira em favor do município, sendo proferido  ganho de causa à Cúria. Ação movida pelo Agente Executivo, Sr. Luiz de Assis Marcondes, -Ref. Chafariz à Pç. Vilas Boas datado de 1895  O registro das terras só foi realizado por volta de 1985, no Cartório de Registro de Imóveis.

 Em 1923 o distrito foi elevado a categoria de Vila,  com a Lei  n°  843 de 07 de setembro de 1923, , sendo denominado “Vila Jequery”,  instalando-se a 1ª  Câmara Municipal em 24 de janeiro de 1924, desmembrando-se de Ponte Nova.
  
Em 1938, com a nova divisão administrativa  foi elevado a categoria de cidade, denominado  na categoria de município, Cidade de Jequeri, pelo Decreto   n° 148  de 17 de dezembro de 1938, sendo anexado ao município a região de São Vicente do Grama que pertencia a Viçosa e a região do Bálsamo, permanecendo até hoje.

A florescente Jequeri, viveu momentos de grande  afloramento cultural na época dos “Anos Dourados”, período entre 1940 a 1960, onde existia teatros, cinemas, tipographias, médicos residentes na cidade, Bandas de Música,  a era do rádio, e das festividades religiosas, as fazendas, Jequeri como  celeiro agrícola, exportando produtos agrícolas, através dos tropeiros em lombo de burros,  carros de boi, caminhões e trem de ferro, "Estação Bandeira" em Urucânia,  "Parada Pailista- Trevo Piedade Pone Nova,  em Ponte Nova, em Teixeiras,  para Juiz de Fora,  Rio de Janeiro e São Paulo.

A criação da Comarca se deu em 1951 e permaneceu a te 1971, momento retratado no livro “Anos Dourados” de Davi Gonçalves e “ Do Zero ao Infinito” de José de Alcântara.

De lá para cá, muita coisa mudou. O Êxodo rural, a necessidade de  evasão para as grandes cidades, a procura de emprego, sobrevivência e novas oportunidades, implodiu todo um sistema sociocultural existente, sobrando somente o  saudosismo e as boas lembranças do passado recente. Coincide com esta época a abertura de um grande buraco na avenida principal da cidade- “Buracão”, cratera enorme de 50m de diâmetro, e 10m de profundidade causada pela ruptura da rede pluvial, que simbolizava bem este momento histórico, por volta de 1968.

Em 1969, foi inaugurado a CEMIG, a luz brotou no fundo do túnel.
A vinda da TV Tupy, a Telemig, a Construção da Estação de Tratamento de Água em 1972, o asfalto em 1985, a implantação do  DDD e DDI.

Nas ultimas décadas "as coisas" estão mudando novamente, novo fôlego desenvolvimentista para resgatar o que ainda sobrou.

Em 2003, a reinstalação da Comarca.

A PARTIR DE 2005, a globalização, a internet, o celular, influenciam na mudança de valores e no comportamento social. Criam-se novas oportunidades de emprego, de perspectivas, e de desenvolvimento sustentável. O Brasil encontra seu caminho, assim também  Jequeri floresce novamente. 

Cabe-se dizer que apesar da grande fuga de material humano, Jequeri é um grande agente exportador de personalidades, existindo representantes nascidos em Jequeri em todos os continentes e principais cidades do planeta. Grande exemplo é o nosso ilustre escritor José Maria Mayrink-repórter e redator com publicação dos livros, Solidão de Cidade Grande, Vida de Reporter, Anjos de Barro, assim  como outros tantos mais, desenvolvendo suas atividades no dia–a-dia de suas atribuições ...

        “Jequeri Terra Querida-Jequerida”, deve-se orgulhar de seus filhos! 
               Filhos retornem a sua terra natal, ela se orgulha de todos vocês !

                       
                             Texto -“Lembranças de Jequeri”
                           Martiniano Niquini Ferreira-março 2010

                                                      memorialista